RUBY PORTMAN
O banco de plástico duro da delegacia me parecia muito desconfortável, mas nada se comparava à dor que latejava sob a compressa gelada que Sophia segurava com cuidado contra o meu rosto.
O ambiente cheirava uma mistura de papel seco, tinta e café, e essa combinação de cheiro já começava a me enjoar.
Estávamos ali havia mais de meia hora, e mesmo com o frio da compressa, o inchaço não diminuía. A sensação de ardor era constante, pulsando sob minha pele como um lembrete cruel de tudo