Danilo Cavalcanti

Danilo

Meu pai nunca me perdoou pela morte da minha mãe.

Eu era uma criança, não tive culpa...

Estava brincando na rua e não vi um carro se aproximando. Minha mãe me empurrou e foi atingida no meu lugar.

O canalha do Jorge, que já não gostava de mim, jogou a culpa para mim.

Assassino da própria mãe.

Era assim que meu genitor me chamava quando morávamos no mesmo teto.

Falando no diabo...

Jorge entra no meu escritório.

— Não sabe mais bater na porta, Jorge?

— Filho, esse ódio não é bom para você.

Solto uma risada amarga.

— Engraçado você falar isso. Sempre alimentou um ódio gigantesco por mim. Lembra como me atormentava? Você até me bateu uma vez.

Digo, lembrando do dia em que ele entrou no meu quarto e bateu em meu rosto sem motivo nenhum.

— Eu fui um covarde nojento. Já estou pagando por isso.

— O que, porra, veio fazer aqui? Essa empresa é minha. Graças ao meu talento, eu constituí um império.

Esse desgraçado me deserdou assim que completei dezoito anos.

Tive que fazer um empréstimo para conseguir viver.

Com muito esforço e dedicação, me tornei bilionário.

— Eu vim te dizer para largar aquela vadia.

— Não ouse ofender a minha mulher.

— Meu filho, ela só quer o seu dinheiro. A esposa ideal para você é a Eva.

— Jorge, eu vou me casar com a Megan. Ela é a mulher da minha vida. Vamos falar da empresa da minha mãe. Qual é o seu preço?

Minha mãe tinha uma empresa, mas, quando se casou com esse verme, ela passou a empresa para o nome dele.

— Eu vou te dar a resposta no baile de máscaras em comemoração ao meu aniversário.

Reviro os olhos.

— Eu te pago cinquenta milhões. Sei que ama dinheiro.

— Dinheiro não compra amor de verdade... Te espero no baile.

Diz e sai do meu escritório apoiado na bengala.

Me levanto.

Vou até o bar que fica em meu escritório e tomo um bom gole de cerveja.

Preciso transar com minha ruivinha safada.

Pego meu celular e ligo para Megan.

Ela logo atende.

— Oi, meu amor. Estava pensando em você... Tô na banheira, nua e coberta de espuma. Estou te esperando.

Meu pau fica animado ao imaginá-la nua e molhada.

— Estou indo, minha gostosa. Vou apagar o seu fogo e o meu. Te amo.

Digo e encerro a ligação.

Depois de duas reuniões, mando minha secretária cancelar todos os meus compromissos de hoje.

Já dentro do carro, dirijo com pressa.

Conheci Megan no ano passado, em uma festa na França.

A levei para a cama e não consegui mais tirá-la da cabeça.

Megan é uma mulher fogosa que sabe como fazer um homem feliz na cama.

É impossível não se apaixonar.

Vou pedir minha ruiva em casamento no baile de máscaras de Jorge.

Logo chego ao apartamento luxuoso que dei a ela de presente.

Coloco as chaves no sofá.

— Amor, cheguei. Tô louco para te foder.

Tiro toda a minha roupa.

Me dirijo até o banheiro e a encontro se tocando.

Meu membro fica todo duro.

Solto um gemido de excitação.

— Oi, meu lindo. Venha me foder... Tô com muito fogo.

Sorrio e entro na banheira.

— Seu pai continua te enchendo para você se casar com aquela patricinha sem sal?

— Sim, mas eu não me importo. A mulher que amo é você, minha deusa ruiva.

Megan ri e pega no meu pau.

Solto um grito de prazer alto.

— Quando vai me pedir em casamento?

— No baile de máscaras do Jorge.

— Eu te amo... Querido, eu estou precisando de dinheiro para comprar um vestido de edição limitada.

— Claro. Te darei tudo o que você quiser.

Megan sorri e me beija com desejo.

Fizemos amor até cansar.

No dia seguinte

Vou ao encontro do meu amigo de infância, Adriano Torres.

As mulheres que estão presentes na cafeteria olham para meu amigo com interesse.

Afinal, Adriano é bonito e rico.

Ele se levanta e aperta a minha mão.

— Danilo, meu amigo, como você está?

— Estou bem e muito apaixonado pela Megan. Vou pedi-la em casamento no baile de máscaras. Você vai, né?

Digo e me sento de frente para ele.

Adriano fecha a cara.

— Danilo, aquela mulher é uma interesseira...

— Até você vai ficar falando mal da minha mulher?

— Sou seu amigo. Escute o meu conselho. Ela não é a mulher certa.

Reviro os olhos.

— E quem é a mulher certa? A Evangeline?

— Você sabe que ela sempre te amou.

Eva e eu crescemos juntos. Meu pai era amigo do pai dela.

Não a vejo como mulher.

Para mim, Eva é só uma patricinha vazia.

— Se você gosta tanto dela, então case com ela.

Adriano sorri.

— É tudo o que eu mais quero.

Ele tem uma quedinha por ela.

— Não sei o que diabos você vê nela.

— Danilo, você é cego? A Eva é a mulher mais doce e perfeita deste mundo.

Por alguma razão que desconheço, não gosto do olhar apaixonado dele ao falar de Evangeline.

— Se você diz... Mudando de assunto, a sua mãe ainda fica no seu pé?

Ele ri.

Margarida, a mãe dele, quer um neto e sempre fica empurrando mulheres para cima do meu amigo.

— Sim... Ontem mesmo ela me arrumou um encontro com uma blogueira famosa e metida. Foi uma tortura.

Dou risada.

— A dona Margarida não muda.

Conversamos sobre outros assuntos, pagamos a conta e nos despedimos.

Entro no meu carro e dirijo.

Sorrio ao lembrar do sexo selvagem que fiz com minha ruivinha.

Megan é a razão da minha vida.

Eva sempre vai ser uma pirralha chata.

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