No banco do passageiro, Lívia ajeitou-se, olhando pela janela com um misto de inquietação e cansaço. O silêncio no carro era confortável, mas carregado de emoções não ditas.
Arthur quebrou o silêncio primeiro, a voz baixa e sincera: —Quero pedir desculpas de novo, Lívia. Eu sei que falhei em estar ao seu lado quando você mais precisou. Não tem justificativa para isso.
Lívia voltou-se para ele, o olhar sério mas compreensivo.
—Você tinha razão sobre o Rafael. Eu fiquei magoada, claro, mas