O sol da manhã atravessava as cortinas do quarto como lâminas douradas, mas para Livia a luz parecia mais incômoda do que reconfortante. A cabeça latejava, e um gosto metálico insistia em permanecer na boca. Quando abriu os olhos, demorou alguns segundos para reconhecer o próprio corpo deitado, coberto por um lençol macio, ainda de lingerie. O ar frio do quarto fez sua pele se arrepiar.
Um movimento ao lado chamou sua atenção. Virou-se com esforço, e o choque veio em ondas: Arthur estava senta