Capítulo 32
Isabella Falconi
Quando abri os olhos, o mundo parecia embaçado.
A luz invadia o quarto de forma suave, como se o sol tivesse medo de me ferir depois de tanto tempo nas sombras.
Pisquei algumas vezes até conseguir distinguir as formas: o teto alto, as cortinas de veludo, o abajur de cristal sobre a mesinha de canto.
Isso me soava familiar.
O ar tinha cheiro de madeira encerada, não de hospital.
O colchão era macio demais, os lençóis caros demais.
E o silêncio… era pesado, como se cada som tivesse medo de quebrar algo frágil dentro daquele quarto.
Tentei mover as mãos. O corpo respondeu com lentidão. Cada músculo doía como se eu tivesse corrido uma maratona.
Engoli seco. A garganta estava seca, áspera, e o coração disparava em um ritmo confuso.
— Calma, Isabella… calma. — Uma voz masculina rompeu o silêncio, próxima, gentil.
Virei o rosto devagar.
Matteo.
Ele estava ali, sentado ao lado da cama, com os cotove