Capítulo 31
Enzo Coppola
O hospital cheirava a antisséptico e desespero.
Os médicos a levaram direto para a UTI. Eu fiquei do lado de fora, as mãos cobertas de sangue seco — o dela e o meu.
Horas.
Foram horas sem notícias, enquanto eu andava em círculos no corredor branco. Matteo e Felippo estavam ali, mas era como se o mundo tivesse desaparecido.
A imagem dela desacordada me corroía por dentro.
E a culpa…
A culpa me esmagava.
— Você devia ter ido atrás dela antes, Enzo. — Matteo quebrou o silêncio, a voz firme, mas sem raiva. — Cinco dias… cinco, cazzo! Ela podia ter morrido!
Virei para ele, o olhar ardendo.
— Você acha que eu não sei?!
— Então por que demorou? — ele insistiu, dando um passo à frente. — Por que, porra, deixou ela lá embora achando que você não dava a mínima?
A respiração me falhou. Fechei os punhos com tanta força que senti o gosto de sangue na boca.
— PORQUE U SOU UM IDIOTA, MATTEO! — explo