Capítulo 13
Enzo Coppola
A música da boate pulsava como um coração descompassado, batendo nas paredes de vidro e ecoando até o peito. Eu, Felippo e Matteo estávamos em um camarote reservado, cercados de luzes vermelhas e corpos dançando ao som ensurdecedor do DJ.
— Finalmente resolveu sair, Don. — Matteo gritou por cima do barulho, erguendo o copo de uísque. — Já estava achando que tinha virado um padre.
Revirei os olhos, bebendo em silêncio. Era mais fácil encarar o som alto do que o barulho que vivia dentro da minha cabeça.
Uma ruiva se aproximou, o corpo envolto num vestido curto e um sorriso provocante. Parou diante de mim, passando os dedos pelos próprios cabelos e se inclinando o suficiente para que o decote falasse mais do que ela.
— Don Coppola… dizem que o senhor sabe fazer uma mulher esquecer o próprio nome. — Sussurrou, o hálito de vodca misturado a perfume barato.
Dei um meio sorriso e balancei a