Eu acordei devagar, como se meu corpo ainda estivesse preso a um sonho pesado. A luz branca do hospital invadia meus olhos, fazendo-os se fecharem quase que por instinto. Mas aquela claridade não era mais um castigo — era a promessa de que eu ainda estava viva.
A primeira coisa que percebi foi o silêncio. O silêncio de um quarto que carregava muitas histórias, muitas dores, mas, naquele instante, me dava uma sensação estranha de calma.
Abri os olhos com esforço e meus pensamentos começaram a se