A luz do monitor piscava em intervalos suaves, emitindo um bip constante que fazia parte da nova trilha sonora do meu peito. Sara estava ali, deitada na cama de hospital, o rosto ainda marcado pelas sombras da agressão. O colar cervical permanecia, cercado por bandagens, e o soro gotejava devagar, como se o tempo precisasse andar no ritmo dela para que o mundo fizesse sentido de novo.
Enzo estava sentado do outro lado do quarto, em silêncio, como eu. Desde que ela foi internada, a gente vinha