O quarto ainda estava mergulhado em penumbra quando abri os olhos. A luz filtrada pela cortina desenhava faixas suaves no lençol amassado, e o ar tinha aquele cheiro inconfundível de nós dois. Pele, suor, desejo. Enzo dormia ao meu lado, deitado de lado, o braço estendido, como se ainda me procurasse mesmo dormindo.
Fiquei ali por alguns minutos, observando.
Ele parecia tão diferente assim... tranquilo. Nenhum traço da tensão constante, da postura rígida de segurança, do executor impiedoso. Apen