Ela segurou minha mão. Não disse nada. Apenas entrelaçou os dedos nos meus, como se isso bastasse.
E bastou.
Levei-a comigo em silêncio até meu quarto. As luzes do corredor nos acompanhavam em passos lentos, mas o mundo inteiro parecia suspenso naquela caminhada contida. Quando entramos, fechei a porta atrás de nós, e só então respirei fundo.
— Você tem certeza? — perguntei, a voz rouca.
Ela assentiu.
— Tenho certeza que preciso de você agora.
O jeito como ela disse aquilo me desmontou p