A manhã chegou arrastando uma ressaca emocional que nem café forte conseguiria curar. Me vesti no piloto automático, prendi o cabelo num rabo de cavalo e desci para a cozinha com a esperança ingênua de que o mundo tivesse voltado ao normal enquanto eu dormia. Mas bastou pisar no andar de baixo para sentir.
O clima estava irrespirável.
Luca estava na cabeceira da mesa, como sempre. Vestia camisa branca dobrada nos antebraços, tenso demais até para fingir calma. Enzo, do outro lado, de pé, com