XLVIII. Ecos da Noite Sangrenta
A consciência retornou a Serena como uma onda morna e hesitante, dissipando as sombras frias do inconsciente. Seus olhos se abriram para a penumbra suave da cabana, o teto rústico de madeira pairando acima como um véu protetor. Ela sentia o corpo pesado, cada músculo dolorido, a pele sensível como se estivesse em carne viva. As lembranças dos rituais na Casa de Sangue eram fragmentos cortantes, memórias de dor e manipulação que ainda a faziam estremecer por dentro, causando-lhe arrepios.
Ao seu