LXVI. A Luz Contra as Sombras
O terror não era uma voz, mas o silêncio que se instalou na floresta. As "criaturas das sombras" não caminhavam, não rugiam; elas se moviam como fumaça densa e maligna, deslizando entre as árvores com uma velocidade antinatural. Seus corpos, compostos de uma escuridão vibrante, pareciam feitos de puro vazio, e a única coisa que denunciava sua existência eram os olhos, pequenos pontos de carmesim que brilhavam com uma malícia ancestral. Eles não eram lobos, nem vampiros, nem qualquer criatura qu