O amanhecer está próximo. Ele dorme tranquilo, e isso me acalma muito. Artemis, apesar da nossa conversa de ontem à noite, não consegue se livrar da culpa. Apoio a cabeça em seu peito quente; suas batidas, mesmo depois de tanto tempo, ainda são capazes de me encher de uma paz infinita. Paz. Uma paz de que, neste momento, preciso de verdade — mesmo que seja só por um instante.
Tento me levantar com cuidado para não acordá-lo. Quando já estou quase saindo da cama, uns braços firmes me envolvem pe