Rafael Ventura
O céu de Minas Gerais era um manto de piche riscado pelas luzes da pista de pouso particular da fazenda. O relógio do painel da caminhonete marcava pouco mais de sete da noite quando freei bruscamente perto do hangar. O motor do jatinho já estava roncando, as turbinas assobiando uma canção de urgência que ecoava o caos dentro do meu peito.
Subi as escadas de dois em dois degraus. Assim que a porta se selou e o piloto iniciou o procedimento de decolagem, eu me joguei na poltrona d