Lorena Azevedo
Minhas pernas pareciam feitas de gelatina. O alívio de saber que a Vitória estava viva tinha me dado uma descarga de adrenalina, mas, conforme os minutos passavam, eu sentia o meu corpo cobrar a conta. Cada passo que eu dava ao lado de Rafael em direção ao posto de enfermagem era um esforço tremendo. A minha cabeça parecia que ia explodir, mas eu vinha ignorando com todas as minhas forças, agora latejava em um ritmo cruel, acompanhando as batidas do meu coração.
O corredor da UTI