Sofia desceu as escadas da ala leste às 7h45 em ponto, os passos amortecidos pelo tapete persa. Vestia calça preta de alfaiataria, blusa branca de mangas compridas abotoada até o penúltimo botão, cabelo cacheado preso em coque baixo e prático. Nada chamativo. Nada vulnerável. A noite inteira havia sido um ciclo de insônia: virar a peça do quebra-cabeça entre os dedos, reler a inscrição “Ele sabe” em letra feminina curvada, até que as palavras parecessem tatuadas na pele. Guardara-a dentro da ca