Capítulo 6

"A Bella na sala da fera"

Giovanni Moretti

Eu estava, como sempre, imerso em trabalho quando ouço uma leve batida na porta.

— Entre — eu falo, e nem mesmo preciso olhar para saber quem chegou; o perfume dela entra primeiro, chegando até mim como um afrodisíaco, me chamando para provar se ela é tão gostosa quanto é cheirosa.

A vejo hesitar por segundos antes de, enfim, fechar a porta e vir até mim. Eu a aguardo me chamar para olhar para ela, aquela voz linda e sexy dizendo "Senhor Moretti" faz meu pau endurecer só de imaginar ela me chamando assim enquanto a fodo forte de quatro. Esse pensamento, me deixa imediatamente de pau duro. Droga, preciso pensar em outra coisa, ou vai ficar evidente o tamanho do meu tesão quando eu me levantar.

Me levanto, meio desajeitado, um pouco curvado para a frente, de uma forma que imagino que sirva para esconder parcialmente o volume em minha calça e a convido para se sentar comigo à mesa da sala anexa. Puxo a cadeira para ela e encosto de propósito o braço de leve nas costas dela. Quando ela se senta, vejo o peito dela subir e descer em um ritmo descompassado.

Ela tenta controlar a própria excitação, percebo que não sou o único a ser afetado por essa louca atração. Sorrio, vitorioso, sabendo que, quando eu quiser, ela será minha.

Passamos o resto do dia mergulhados no trabalho. Ela é ótima no que faz e nossas mentes trabalham bem juntas, complementando o trabalho um do outro. Isso me tranquiliza, eu jamais iria manter uma funcionária ruim apenas por estar atraído por ela. Na verdade até agora, eu nunca me senti atraído por nenhuma das minhas funcionárias, sempre soube separar prazer e trabalho.

Vejo como ela é apaixonada pelo que faz; a cada vez que completa um esboço, ela dá um sorriso quente para caralho e morde a boca de lado. Eu acho que ela nem percebe o que faz. Mas fica aí dá mais irresistível do que já é assim

Ela tomou vários cappuccinos ao longo do dia e, a cada vez que colocava a boca deliciosa no canudo, eu sentia uma fisgada no pau. Foi produtivo nosso trabalho, mas também uma tortura. Ver a boca dela se abrir, a língua deslizando alguns centímetros para fora, para aconchegar o canudo. Me fez pensar nela de joelhos, olhando em meia olhos enquanto essa língua saia da boca dela para receber meu pau.

Quando encerramos nosso dia, já são 21h30. Percebo que não sou o único aqui viciado em trabalho.

— Quer jantar comigo, Senhorita Liara? Acabei te fazendo trabalhar até mais tarde.

— Obrigada, Senhor Moretti, mas, se não se importar, prefiro ir direto para casa. Estou muito cansada.

E assim, educadamente, ela se levanta e foge de mim, despedindo-se com um simples "boa noite".

Dá para perceber de longe que ela se sente atraída por mim, assim como dava para perceber que meu convite para jantar não se referia apenas à comida, mas, pela primeira vez até hoje, uma mulher me disse não.

Eu poderia deixar para lá se ela não se mostrasse tão atraída por mim. Ela me olha como se quisesse pular em cima de mim e age como se não se importasse com minha presença, mas a recusa dela atiçou algo primitivo em mim.

Meu instinto de caçador nunca esteve tão forte, ou talvez seja apenas meu ego ferido. Mas eu vou ter essa mulher, isso é uma certeza. Vou jogar com todas as cartas certas. Ela pode ser uma oponente forte, fugir o quanto quiser, mas, no fim, eu vou ganhar o jogo. É só uma questão de tempo.

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