KAELEN
O ar dentro do laboratório estava carregado do cheiro metálico da esterilização e do fracasso. Mais uma vez, os números no holograma não mentiam: o último experimento de reprodução artificial em aurélios havia falhado. A sequência genética desfez-se em pixels vermelhos de erro, um espetáculo silencioso da nossa própria extinção. A frustração era um peso sólido no meu peito, uma companhia constante que, naquela noite, se tornara insuportável.
Precisei de ar. De movimento. De algo que não