Mundo ficciónIniciar sesiónLucie Chavalier, uma jovem de 18 anos, descobre que foi apostada por seu pai em um jogo de pôquer e agora deve se casar com Leon Durand, filho de um poderoso mafioso. No entanto, Lucie possui poderes mágicos desconhecidos e sonhos surreais que a levam a uma jornada de auto-descoberta. Durante o casamento, Lucie e Leon desenvolvem uma paixão intensa, mas também enfrentam desafios. Lucie descobre que é uma ninfa-fada e que sua mãe, Alexandra, está viva em um reino paralelo chamado Selene. Ameaçados pelo bruxo do mal Mordock, que deseja a pedra mágica que sustenta Selene, Lucie e Leon se unem a bruxos do bem, Lily e Josh, e ninfas guerreiras para proteger o reino. Enquanto navega pelo mundo mágico, Lucie enfrenta conflitos internos e externos. Ela precisa equilibrar seu amor por Leon com sua nova identidade e lidar com a ameaça constante de Mordock. Com a ajuda de aliados e sua própria força, Lucie e Leon lutam para salvar Selene e sua pedra mágica. Juntos, eles descobrem o verdadeiro significado do amor, da coragem e da aceitação. Essa história de fantasia e romance segue Lucie em sua transformação de uma jovem indefesa para uma guerreira poderosa, pronta para defender seu reino, sua família e seu amor.
Leer másO caos era absoluto. Gritos ecoavam por todos os lados enquanto Lucie, ou quem quer que fosse naquele pesadelo, corria entre corpos e lâminas. Seres alados desciam do céu como anjos caídos: homens e mulheres de beleza sobrenatural, cabelos longos e coloridos, corpos marcados por tatuagens e cicatrizes. Seus olhos brilhavam com puro ódio. Num piscar, transformavam-se em leopardos ferozes, lobos gigantes, aves de rapina ou dragões cuspindo chamas.
Eram muitos. E vinham para matar. — Quem são vocês? Onde diabos eu estou?! — pensou Lucie, desesperada. Não teve tempo de resposta. Um homem loiro e imenso avançou contra ela, espada carregada de mana reluzente. O golpe veio cortando o ar com um sibilo mortal. Lucie mal conseguiu desviar. No mesmo instante, Eleni surgiu ao seu lado, lâmina brilhando. Com um movimento preciso e brutal, decepou o braço do atacante. O sangue jorrou quente, espirrando no rosto de Lucie. O homem gritou de fúria e lançou raios negros da mão restante. Eleni foi mais rápida. A espada cortou o ar e separou a cabeça do corpo num golpe seco. O cadáver ainda convulsionava quando outro inimigo apareceu — reptiliano, olhos frios e famintos. — Você é minha! — rosnou ele, jogando a espada de Lucie longe. Sem arma, ela tentou recuar, mas o soco carregado de magia acertou seu rosto como um martelo. O mundo girou. Caiu de costas na relva ensopada de sangue. O peso do homem a esmagou contra o chão. Seus punhos brilhantes desceram para esmagar seu crânio. Uma flecha carregada de mana atravessou o ar com um zumbido mortal e cravou-se no peito dele, perfurando o coração. O bruxo engasgou. Uma garota de cabelos rosas e olhos verdes intensos saltou sobre ele, pisou em seu peito e arrancou o cordão negro do pescoço. Com um puxão violento, destroçou-o. — Volte para o seu mestre, maldito! — gritou ela, triunfante. O corpo do bruxo convulsionou, dissolveu-se e foi sugado para um portal escuro que se abriu no chão. Lucie observava tudo atordoada. Todas as guerreiras faziam o mesmo: destruíam os cordões para impedir que os demônios voltassem. A garota rosada olhou para ela, sorriu ferozmente e bateu continência antes de saltar para longe, flechas voando em arcos impossíveis. Lucie ainda estava no chão quando ouviu a voz urgente: — Irmãzinha! Levanta! Eleni a puxou pelo braço com força. Seus cabelos platinados estavam sujos de sangue e terra, mas seus olhos brilhavam com determinação selvagem. Asas iridescentes pulsavam em suas costas. — Estamos perdendo terreno! Você é a general, Alexandra! Precisamos do seu comando! — Eu não sou... — começou Lucie, confusa. Outro ataque. Uma rajada de luz negra explodiu perto delas. Eleni ergueu um escudo mágico no último segundo. O impacto jogou as duas para trás. Lucie sentiu o gosto metálico de sangue na boca. — Não temos tempo para isso! — berrou Eleni, jogando uma espada para ela. — Pega! E rebola esse traseiro, gatinha. Vamos mandar esses filhos da puta de volta pro inferno! Lucie pegou a arma. O cabo vibrava com mana. Ao redor, a batalha era um furacão de aço, magia e morte. Mulheres aladas lutavam com fúria desesperada, mas os bruxos eram mais numerosos, mais cruéis. Um dragão negro passou baixo, cuspindo fogo que incinerou três guerreiras num segundo. O cheiro de carne queimada encheu o ar. Lucie sentiu o pânico subir pela garganta. Tudo parecia real demais: o peso da espada, o sangue quente nas mãos, o coração martelando no peito. Ela não era Alexandra. Não era general. Era só Lucie. Mas os inimigos não se importavam. Três bruxos correram em sua direção, transformando-se em lobos gigantes no meio do salto. Suas presas brilhavam. Lucie gritou e ergueu a espada, sentindo a mana fluir instintivamente por seus braços. O primeiro lobo saltou. Ela girou o corpo e cortou. A lâmina atravessou carne e osso com um estalo úmido. — Eleni! — chamou, ofegante. Mas Eleni estava ocupada, lutando contra dois inimigos ao mesmo tempo, asas brilhando enquanto girava no ar. Lucie sentiu algo errado. Olhou para baixo. Suas próprias costas ardiam. Asas iridescentes se abriram por instinto. O poder era tentador, perigoso. — Acorda, Lucie! Querida, acorda! A voz cortou o sonho como uma lâmina. Lucie abriu os olhos bruscamente, o corpo ainda tremendo. Kassiani estava inclinada sobre ela, expressão preocupada e triste. — Bom dia, querida... Você estava tendo um pesadelo horrível. Chamava o nome da sua mãe sem parar. Lucie sentou na cama, ofegante, o coração ainda disparado. O cheiro de sangue e o som de espadas ainda ecoavam em sua mente. Não tinha sido só um sonho. Parecia uma memória.O Silêncio seguiu Lucie, que naquele momento prendia o ar.Os dedos apertaram a carta até amassá-la. O mundo girava. — Ela... está viva! — A voz saiu rouca, quebrada. — Minha avó também. Elas... mentiram! Leon tentou tocá-la, mas ela ergueu-se de um salto, o rosto manchado de lágrimas. — Toda a minha vida... Toda a minha dor... foi uma mentira?! O vento rugiu dentro do quarto. Os objetos tremeram. As asas quase irromperam de suas costas novamente. Leon agarrou seus ombros. — Lucie, respira. Lucie balançou a cabeça em negativo apertou a carta entre os dedos, o papel amassando-se ainda mais. Seus olhos, ainda úmidos, incendiaram-se de raiva e confusão. — "Palácio"? "Reino"? "Ninfa"? — Ela soltou uma risada amarga, jogando o colar na cama como se queimasse. — Que história maluca é essa, Leon?Seus passos ecoaram pelo quarto, nervosos, enquanto o vento lá fora começava a uivar, respondendo à sua agitação. — Eu chorei por elas todos os dias. Meu pai quase morreu de desgosto
O sol da manhã acariciou o rosto de Lucie, despertando-a suavemente. Ela e Leon nem imaginavam que seus três guardiões mágicos haviam passado a noite inteira contendo o perigo que os rondava—um perigo que, na verdade, era o próprio poder descontrolado de Lucie, algo que ela ainda não compreendia por completo. Liz, porém, aguardava o momento certo para conversar com os dois. Enquanto isso, sob os lençóis, o corpo nu de Lucie se moveu sem querer contra Leon, provocando um gemido baixo dele. A pressão suave dela sobre sua ereção matinal o deixou à beira do descontrole, mas ele sabia que Lucie não cederia ao amor naquele momento—ainda assustada com o que acontecera na noite anterior. Com um beijo na testa dela, Leon a acordou, murmurando em voz rouca: — Minha fada… Você não faz ideia do que está fazendo comigo, não é? É tão sedutora, tão gostosa, que me enlouquece só de se mexer assim… Lucie corou, desviando o olhar. — Desculpa, Leon… Não foi de propósito. Ele riu, puxando-a m
O que Leon e Lucie não sabiam era que, durante a noite, algo extraordinário havia acontecido... Ainda escondidos nos galhos mais altos da árvore, dois gatos observavam a mansão. Mas esses não eram felinos comuns—seus olhos brilhavam com cores sobrenaturais: um verde intenso, como esmeraldas vivas, e outro âmbar dourado, flamejante como ouro derretido. — Pelos Deuses, você sentiu isso, Lily?! — Josh projetou a voz telepaticamente, suas pupilas dilatadas de espanto. — Só se eu estivesse morta para não sentir, Josh! — respondeu Lily, as patas trêmulas agarradas ao galho. E esse poder... É como se o próprio ar estivesse se curvando a ela! De repente, um vento cortante ergueu-se do nada, torcendo os galhos e arrancando folhas em um redemoinho violento. Lily, ainda em sua forma felina, arregalou os olhos para a janela do quarto do casal, onde luzes roxas e douradas pulsavam atrás dos vidros. — Maldição! Nessa forma, não consigo criar escudos de mana! — Lily gritou, saltando da árvo
Assim que terminou de falar, Lucie caiu novamente nos braços de Leon. Ele a estreitou com cuidado, beijando o topo de sua cabeça. Foi então que ambos ouviram a governanta da mansão de Paris — que Lucie agora sabia chamar-se Lina — bater na porta e perguntar, com voz preocupada:— Senhor Leon, o senhor e sua esposa estão bem? Esse vendaval apareceu do nada e destruiu parte do jardim e algumas janelas da mansão. Ficamos preocupados com vocês!Leon percebeu que Lucie ficou assustada, como se estivesse implorando para que ele não abrisse a porta. Ele fez um gesto para que ela ficasse em silêncio e respondeu:— Não se preocupe, Lina. Estamos bem. Amanhã, ligue para os meus funcionários para organizarem essa bagunça, ok?— Sim, senhor. Farei isso.— Ótimo. Boa noite.— Boa noite, senhor Leon. — A voz de Lina se afastou, seguida por outros passos, provavelmente de algum dos seguranças da propriedade.Assim que os passos desapareceram, Leon cobriu Lucie com o lençol e a levou de volta para a
Último capítulo