MAYA
As palavras da minha mãe cortaram mais fundo do que qualquer insulto de estranho. Elas vinham carregadas de uma história, de uma traição que era a base de toda a minha existência.
— É meu dever? — minha voz saiu trêmula, mas carregada de uma raiva que fervia há anos. — Meu dever? Você quer mesmo falar de dever, mãe?
Ela tentou falar, mas eu não dei espaço. Era como se uma barragem tivesse se rompido dentro de mim.
— Onde estava o seu dever quando eu tinha sete anos e você me deixou na cas