KAELEN
O sol começava a se pôr sobre Nova Iorque, tingindo os arranha-céus de tons alaranjados e púrpuras que, admito secretamente, possuíam uma beleza primitiva que nosso mundo natal nunca tivera. Fiquei de pé diante da janela panorâmica do meu escritório, as mãos entrelaçadas nas costas, o corpo imóvel, mas a mente um turbilhão. Horas se passaram desde que eu me trancara aqui, mergulhado em dados genéticos, relatórios de fertilidade e projeções demográficas desoladoras. Todas as estradas lev