Maya
Circulava pelo salão como um autômato, a bandeja pesada de taças reluzentes equilibrada numa mão, o sorriso vazio colado no rosto. Oferecia bebidas, recolhia copos vazios, repetia mentalmente o mantra: sirva, sorria, desapareça. Até que um assobio agudo cortou o burburinho elegante, seguido de uma voz embriagada:
— Ei, serviçal! Vem cá!
O coração gelou. Um grupo de quatro rapazes ficava num canto mais afastado, perto das varandas. Todos bem vestidos, com ternos caros que não escondiam a a