– QUANDO O SILÊNCIO ECOA
ANA
Levar Théo até a empresa de William nunca tinha sido um problema.
Pelo contrário.
Ele gostava de ver os corredores enormes, as salas envidraçadas, os elevadores que subiam rápido demais. Era quase um passeio para ele.
Naquela manhã, porém, algo parecia fora do lugar.
— Você está quieta — Théo comentou no banco de trás.
— Só pensando — respondi, ajustando o retrovisor.
— Pensando em mim?
Sorri de leve.
— Sempre.
Estacionei na vaga habitual, respirei fundo antes de d