– DUAS FACES, UM MESMO JOGO
DAIANE
Sorrir para Théo exigia mais esforço do que eu gostaria de admitir.
Ele falava demais. Perguntava demais. Queria atenção o tempo todo.
— Olha o desenho que eu fiz! — disse, estendendo o papel na minha direção.
Abaixei-me, mantendo a expressão doce.
— Que lindo, meu amor — respondi, mesmo achando infantil demais para a idade.
Ele se aproximou mais.
— Você pode brincar comigo depois?
Meu maxilar travou por um segundo.
Brincar.
Com ele.
— Depois, querido — disse,