CAPÍTULO 61 – AQUELA QUE NUNCA PARA
WILLIAM
Existem dores que não fazem barulho.
Não sangram, não gritam, não pedem socorro.
Elas apenas permanecem.
Eu aprendi isso no dia em que disseram que Daiane havia caído no mar.
Cruzeiro. Noite. Festa. Álcool. Risos altos demais, música pulsando, copos tilintando como se o mundo estivesse inteiro demais para imaginar qualquer tragédia. Depois, o intervalo. O vazio. O silêncio que veio pesado, quase obsceno.
“Ela caiu.”
Foi assim que disseram. Simp