CAPÍTULO 46 – ENTRE O SILÊNCIO E O OLHAR
ANA
A casa parecia diferente.
Não por algo visível, mas por algo que se sentia.
William estava mais presente… e, ao mesmo tempo, menos pesado.
Sentou-se ao meu lado na mesa da biblioteca enquanto eu revisava alguns exercícios.
— Posso ver? — perguntou.
Assenti.
Ele leu em silêncio.
O silêncio entre nós não era desconfortável.
Era cheio.
— Você melhorou — comentou. — Seu traço está mais seguro.
— Porque agora eu não tenho medo de errar — resp