CAPÍTULO 32 – LINHAS INVISÍVEIS
ANA
Eu comecei a perceber que a casa tinha regras não ditas.
E que, pouco a pouco, eu estava sendo empurrada para dentro delas.
Nada explícito.
Nada agressivo.
Nada que eu pudesse apontar e dizer: isso está errado.
Mas estava.
Naquela manhã, enquanto ajudava Theo a montar um quebra-cabeça no tapete da sala, Dafne sentou-se conosco.
— Você é muito paciente — comentou, observando minhas mãos. — Nem todo mundo consegue lidar com crianças dessa forma.
— Th