Arthur escolheu o fim da tarde, a casa estava quieta daquele jeito bom, quando o dia desacelera. O sol entrava pelas janelas do jardim, desenhando sombras longas no chão. Sofia estava sentada no tapete da sala, espalhando bonecos e folhas coloridas, concentrada em criar um mundo que só ela entendia completamente.
Arthur se aproximou devagar, sentou-se no chão ao lado dela, não queria transformar aquilo em algo solene demais. Sofia percebia quando os adultos ficavam “sérios”, e ele não queria as