O telefone tocou no meio da tarde, quando a casa finalmente parecia respirar normalidade.
Helena estava sentada na poltrona da sala, a perna ainda apoiada em almofadas, um livro aberto no colo sem que ela tivesse conseguido passar da mesma página há mais de dez minutos. O toque ecoou pela sala e algo dentro dela se retraiu antes mesmo de ver o número.
Quando a tela acendeu, o ar lhe faltou.
Mãe.
Não era um nome salvo com carinho. Não havia emoji, nem sobrenome. Apenas aquela palavra curta, pesa