A ideia não nasceu como plano, ela surgiu num Sábado comum, entre caixas empilhadas e o eco estranho de um espaço que ainda não tinha história. Arthur girou a chave na fechadura e deu passagem para Helena e Sofia.
— É grande! — Sofia disse, entrando primeiro.
— É vazia. — Helena corrigiu, olhando ao redor.
— Ainda. — disse, sorrindo.
A casa não era luxuosa como a anterior, não havia pé-direito imponente nem móveis escolhidos por arquitetos. Era clara, arejada, com janelas amplas e um quintal pequeno que dava para uma árvore antiga.
— Por que aqui? — Helena perguntou, direta como sempre.
— Porque a outra casa carrega decisões que eu tomei sozinho. — respondeu, respirando fundo — Essa… eu queria escolher com vocês.
Helena sentiu algo se mover dentro dela. Não empolgação imediata, mas reconhecimento. Sofia correu pelo corredor, abrindo portas.
— Esse quarto pode ser meu? — perguntou, eufórica.
— Pode. — Arthur respondeu, sorridente — Se você quiser.
Ela sorriu, satisfeita.
— E esse? — pe