A casa começou a ganhar som, não o barulho de obras ou caixas sendo arrastadas, mas o tipo de ruído que nasce da convivência: talheres batendo de leve, risadas inesperadas, passos que já não hesitavam ao cruzar os corredores. Helena percebeu isso numa tarde comum, enquanto dobrava roupas no sofá. Não era mais uma visitante. Seus gestos não pediam permissão ao espaço. Sofia entrou correndo, segurando um caderno.
— Posso colar isso na geladeira? — perguntou, mostrando um desenho novo.
Helena olho