Mundo de ficçãoIniciar sessãoA casa ficou grande demais. Arthur percebeu isso assim que a porta se fechou atrás de Helena, não houve estrondo, não houve drama. Apenas o som discreto de algo que não voltaria a ocupar aquele espaço da mesma forma.
Ele caminhou pela sala sem destino, sentindo o eco dos próprios passos. Tudo estava no lugar — organizado, limpo, silencioso e ainda assim, nada parecia inteiro.
A xícara de Helena não estava mais na pia. O cobertor dobrado no braço do sofá permanecia ali, mas sem o peso do corpo que costumava ocupá-lo ao fim do dia. A casa mantinha a forma, mas perdera o ritmo.
Arthur subiu as escadas devagar.
Abriu a porta do q







