Mundo de ficçãoIniciar sessãoO silêncio começou a pesar no terceiro dia, não porque fosse absoluto, mas porque já não era novidade. Ele se espalhava pelos corredores, se acumulava nos cantos, sentava-se à mesa como um convidado indesejado que ninguém tinha coragem de expulsar.
Arthur tentou preencher os espaços. Ligou a televisão sem prestar atenção, colocou música baixa demais para incomodar, alta demais para confortar. Atendeu reuniões em horários desnecessários, apenas para ouvir vozes que não exigiam dele nada além de respostas automáticas. Nada funcionava. O silêncio permanecia.
Sofia também sentia. Ela começou a falar menos, a fazer perguntas que morriam pela metade, a se recolher mais cedo para o quarto.







