A morte nunca encerra tudo. Às vezes, ela apenas desloca o eixo das coisas, rearranja vontades, desperta silêncios antigos e cria desejos que antes pareciam impossíveis.
Para Elisa Moretti, junto com a perda da filha, algo inesperado começou a nascer. Não foi alívio, tampouco perdão, foi ausência transformada em urgência. Laura estava morta — essa verdade ainda ecoava como um som metálico dentro do peito de Elisa —, mas havia alguém que continuava viva. Uma menina, uma neta, Sofia.
A última lem