— Tem algo muito errado- disse Lene, enquanto se acomodava na poltrona, cruzando as pernas com um cuidado que não combinava com a inquietação nos olhos.
Ela não costumava demonstrar medo assim. Lene era prática, racional, daquelas pessoas que sempre encontravam uma explicação lógica para tudo.
Quando ela dizia que algo estava errado, não era exagero. Era instinto.
Eu me sentei no sofá, abraçando uma almofada como se aquilo pudesse me proteger de alguma coisa invisível. Eu estava confusa. P