Ele voltou depois de quinze dias. E sinceramente eu já me perguntava se não seria melhor que ele não voltasse.
Não avisou com antecedência, não explicou nada. Apenas mandou o recado: “Vão te buscar.”
O carro chegou no início da noite. Preto, silencioso, como tudo que o cercava. O motorista não disse uma palavra durante o trajeto. Eu observei a cidade pela janela, sentindo aquela mistura antiga de expectativa e medo, como se estivesse atravessando uma fronteira invisível.
Quando cheguei, ele já