As semanas passaram rápido demais desde que Jonny deixou o país. Havia dias em que eu mal conseguia sair da cama, e outros em que me ocupava tanto que fingia, por algumas horas, que ele nunca existiu. Mas à noite, quando o silêncio tomava conta do apartamento, era impossível não sentir o vazio que ele deixou.
Eu ainda acordava esperando ouvir o celular vibrar com alguma mensagem dele. Ainda me pegava olhando para a porta, como se em algum momento ele fosse aparecer, mas isso nunca acontecia.