RYDER
A sala de espera do hospital nunca me pareceu tão pequena.
O ar é pesado, cheira a desinfetante e a medo. As cadeiras rangem quando alguém se mexe, mas ninguém diz quase nada. Só o bip distante de máquinas e o som ocasional de passos no corredor quebram o silêncio.
Estou sentado, cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos entrelaçadas à frente do rosto. Ainda tremem.
O médico já veio. Disse as palavras que deviam ter sido um alívio absoluto:
— O bebé está a salvo. Foi um susto grande, mas nã