RYDER
O celeiro pulsava com vida crua, lanternas penduradas nas vigas de madeira envelhecida derramando luz âmbar sobre mesas de carvalho abarrotadas: tortas de abóbora exalando canela quente, frango frito com crosta crocante, pilhas de milho assado e jarros de limonada gelada suando na toalha de linho rústico. O violão agora duelava com bandolim e gaita, transformando hinos gospel em rocks country animados — "Sweet Home Alabama" com alma de igreja. Risadas ribombavam, Lyanna Grace roncava serena no carrinho ao lado de Beth, nossa avó de olhos afiados como faca de açougueiro. Savannah flutuava leve no vestido verde-musgo, chiffon roçando as coxas curvilíneas ainda marcadas pelo parto, mas eu via o cansaço nos ombros dela, o peso do sequestro de Joe ainda ecoando nos meus ossos. Hoje não era só o batizado da nossa menina. Era o dia de selar o que o destino tentou roubar.
Desde aquele inferno — Joe sequestrando Savannah para me quebrar de vez —, eu carregava isso no peito como ferro em