SAVANNAH
Depois da discussão com o Ryder, eu não voltei a falar com ele.
Não foi uma decisão anunciada, nem dramática. Simplesmente… aconteceu. As palavras ficaram presas num lugar estranho entre a mágoa e o cansaço. Eu sabia que ele continuava a ir ao hospital todos os dias por causa do Ryan. Sabia porque a Rose comentava, porque a Beth suspirava baixinho, porque Hunter chegava mais silencioso do que o normal.
Ryan finalmente acordara.
Ainda estava a fazer exames, ainda não estava fora de perigo, mas estava acordado. Só isso já parecia um milagre pequeno demais para caber num peito adulto.
Essa noite seria a feira na praça de Creekville.
Durante todo o dia, as mulheres da família — eu, Harper, Rose, Beth, Andie… e até a Suze, que tinha vindo visitar com a Willow — acertámos tudo. Cupcakes, toalhas, caixas, cartazes. Era barulho, risadas, aquela energia boa de quem constrói algo junto.
Quando a noite caiu, veio com ela um frio leve, daqueles que fazem a gente se abraçar sem perceber.