Savannah
O quarto da UTI neonatal era um santuário de luzes suaves e bips reconfortantes, um contraste com o caos que nos trouxera até ali. Sentei-me na cadeira de balanço ao lado da incubadora de Lyanna Grace, dobrando com cuidado as roupinhas minúsculas que agora cabiam na palma da minha mão. Um bodies branco com estampa de ursinhos, um macacãozinho rosa-claro, meias tão pequenas que pareciam de boneca. Cada peça era uma vitória conquistada gota a gota, respiração a respiração, nas últimas semanas de luta.
Meu celular vibrou na bolsa ao lado. Harper. Atendi no segundo toque, a voz da minha melhor amiga como um farol no meio da exaustão.
— Harper! Você não vai acreditar: hoje é o dia. Vamos levar a Lyanna pra casa — disse, sorrindo enquanto guardava uma mantinha na mala. Meu coração batia forte só de olhar para ela, dormindo pacificamente atrás do vidro, os punhos cerrados como uma guerreira minúscula.
— Sério? Meu Deus, Savvy... que alívio — respondeu ela, mas a voz saiu baixa, sem