RYDER
Ainda esperamos o Ryan acordar.
O médico disse que o coágulo no cérebro diminuiu. Não o suficiente para relaxar, mas o bastante para não piorar. É um limbo estranho, esse lugar entre o alívio e o medo. Ryan continua inconsciente, pequeno demais naquela cama enorme, cercado de máquinas que respiram por ele.
Savannah continua na casa principal.
E eu… eu já não sei em que ponto estamos.
Não sei se estamos a dar um tempo.
Não sei se estamos a nos afastar.
Não sei se estamos apenas à espera que um de nós diga algo que não tem volta.
Entro na cozinha a meio da manhã e pego uma maçã. Não estou com fome, mas preciso fingir normalidade. Minha mãe e a avó Beth estão junto ao fogão, como sempre, partilhando o espaço e o silêncio com uma intimidade antiga.
— Bom dia — digo.
Abraço as duas. O cheiro de comida quente e casa segura quase me desmonta.
— Onde anda a Savannah? — pergunto.
Minha mãe troca um olhar rápido com a Beth antes de responder.
— Foi até Creekville.
Assinto.
— Tenho de ir