RYDER
Chego ao rancho quando a madrugada já engoliu a noite. O céu está escuro, pesado, e o silêncio só é quebrado pelo som dos pneus no cascalho. Desligo o motor devagar, como se isso pudesse atrasar o que sei que me espera.
Minha mãe está na varanda da entrada, braços cruzados, postura firme. Rose nunca dorme quando algo está errado. E agora, o jeito como me olha deixa claro: estou em apuros.
— Onde você pensa que vai uma hora dessas? — pergunta, a voz baixa, mas carregada de reprovação.
— Mã