RYDER
Chego ao rancho quando a madrugada já engoliu a noite. O céu está escuro, pesado, e o silêncio só é quebrado pelo som dos pneus no cascalho. Desligo o motor devagar, como se isso pudesse atrasar o que sei que me espera.
Minha mãe está na varanda da entrada, braços cruzados, postura firme. Rose nunca dorme quando algo está errado. E agora, o jeito como me olha deixa claro: estou em apuros.
— Onde você pensa que vai uma hora dessas? — pergunta, a voz baixa, mas carregada de reprovação.
— Mãe… — começo, cansado demais para fugir da conversa.
Ela não me deixa continuar.
— Você desaparece o dia inteiro, mente para a Savannah, volta de madrugada… — Suspira. — Quer me explicar?
Passo a mão pelo rosto, sentindo o peso de tudo.
— O Ryan caiu. Bateu com a cabeça. Está no hospital. — Conto tudo: a ligação da Chloe, o hospital, o coágulo, a lanchonete… Savannah.
O semblante dela muda. A raiva dá lugar à preocupação.
— Meu Deus… — murmura. — Aquele menino…
— Está nos cuidados intensivos — di