A tempestade finalmente deu lugar a uma bonança que nenhum dos dois acreditava ser possível. Sem laboratórios secretos, sem drones nos calcanhares e sem o peso de salvar o mundo a cada batida do coração. A fazenda em Minas Gerais tornou-se o santuário onde o "Chefe Cirurgião" finalmente pôde depor as armas e ser apenas o homem de Eliza.
O sol entrava pelas janelas de madeira da casa colonial, trazendo o cheiro de café fresco e terra molhada. Gabriel acordou antes de Eliza, algo que raramente acontecia nos tempos de hospital. Ele ficou em silêncio por alguns minutos, apenas observando o rosto dela relaxado contra o travesseiro branco.
Ele afastou uma mecha de cabelo do rosto dela com as pontas dos dedos, um toque tão leve que era quase um suspiro. Eliza abriu os olhos devagar, sorrindo ao encontrar o olhar âmbar de Gabriel.
— Bom dia, Doutor — sussurrou ela, a voz rouca de sono. — Alguma emergência médica?
Gabriel inclinou-se e beijou a ponta do nariz dela.
— A única emergência é