O gel translúcido terminou de escoar, e Maya caiu no chão metálico da câmara. Seus cabelos, da mesma cor dos de Helena, flutuavam eletrizados pelo ar saturado de energia. Quando ela ergueu o rosto, seus olhos não eram âmbar como os de Arthur, mas de um violeta profundo e instável.
— Maya, espere! Eu sou seu irmão! — gritou Gabriel, dando um passo à frente e retirando a máscara de mergulho para que ela visse seu rosto.
Maya não ouviu. Para ela, qualquer homem de jaleco ou traje tático naquela base era um carrasco. Ela soltou um grito gutural, e o ar ao redor de Gabriel foi subitamente drenado. A temperatura na sala caiu drasticamente enquanto Maya absorvia o calor e a energia dos trajes térmicos do casal.
Com um movimento rápido das mãos, Maya lançou uma onda de choque que arremessou Gabriel contra a parede de titânio. Eliza tentou intervir, mas Maya criou um vácuo ao redor dela, impedindo-a de respirar por alguns segundos.
— Ela está sugando a energia dos nossos trajes! — ofegou