Horas depois, quando a fazenda mergulhou no silêncio da noite mineira e Arthur dormia profundamente, Gabriel levou Eliza para o quarto principal. Ele havia espalhado pétalas de jasmim pelo caminho, e o ar estava morno, aquecido pela lareira que estalava suavemente.
Ele a conduziu até a varanda privativa do quarto antes de entrarem na cama. Gabriel parou atrás dela, desfazendo o laço do vestido de linho com movimentos lentos, sentindo a textura da pele dela sob seus dedos.
— Eu nunca me canso de olhar para você — murmurou ele, beijando a curva do pescoço dela. — No hospital, eu admirava sua eficiência. Na fuga, eu admirava sua força. Mas aqui... eu admiro apenas a mulher que me faz sentir completo.
Eliza virou-se nos braços dele, as mãos subindo pelo peito largo de Gabriel, sentindo o batimento firme e calmo do coração dele sob a camisa de algodão fino.
— Você não é mais o meu "chefe", Gabriel. Você é o meu lar.
Gabriel a pegou nos braços com uma facilidade que sempre a surpreendi