O nascer do sol tingia o céu com tons alaranjados, refletindo nas janelas espelhadas do edifício Montenegro como uma pintura viva. Júlia permanecia ao lado de Caio, sentindo o vento leve da manhã tocar seu rosto. Nenhum dos dois dizia nada há alguns minutos, mas a presença silenciosa parecia mais significativa do que qualquer palavra.
Era a primeira vez que ela o via assim: despido das armaduras, sem o sarcasmo, sem o escudo da arrogância. Apenas um homem cansado, talvez até ferido, tentando en