O hospital central ainda mantinha o clima tenso da emergência recente. Júlia correu pelos corredores com o crachá do Montenegro Group ainda pendurado no pescoço, como se aquilo abrisse todas as portas que seu desespero não conseguisse romper.
— Senhorita Ferrer? — chamou uma enfermeira. — O senhor Montenegro pediu que a acompanhasse direto para o quarto. Ele está em observação, mas acordado.
— Ele está bem? — Júlia perguntou, tentando controlar o tom urgente da voz.
— Sim. Um corte superficial.